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Opa, visual novo no site.

Posted by on Feb 16, 2012 in Novidades | 0 comments

 

Li um dia desses, em algum desses manuais de auto-ajuda para músicos iniciantes (sim, existe isso), que a primeira coisa que você deve fazer para alcançar algum reconhecimento pelo seu trabalho é não enganar ninguém. Portanto, se você anuncia um site, tenha um site. Não encaminhe quem está atrás de você para uma página do Facebook, ou para o moribundo Myspace, ou para qualquer outro tipo de rede social, todo mundo nota a diferença.

Não vou enganar ninguém: isso aqui não é um site, é um blog. Calma, não se revolte, espere mais um pouco, respire fundo e percorra a tela com seus olhos. Lembre-se que você entrou aqui por algum motivo, então vamos lá: Se o motivo é saber sobre o que ando aprontando com minha música, vai saber aqui. Se você quer fotos, releases, informações, datas, vai encontrar. Links legais? Opa, tem um bocado ali embaixo. Links para ouvir ou baixar gratuitamente todas as minhas gravações? Logo ali. E se quer Facebook ou Twitter, uns botõezinhos no canto superior o levarão direto de volta pra lá. O que mais você quer em um site?

Deixa eu falar agora o que pretendo com isso aqui: Ficar muuuito rico! Brincadeira, já deu pra perceber, depois de bons 20 anos investindo tempo e dinheiro na bagaça, que o cascalho que rola na música brasileira é minguado, a maior parte já tem dono. Cole Porter disse certa vez, quando perguntado sobre qual seria sua maior fonte de inspiração: Um telefonema do produtor. Pois a grande maioria de nós nunca recebeu este telefonema, nunca soube o que é sentir que alguém precisa que você componha algo novo, algo diferente, algo talvez genial. No entanto cada vez mais gente produz, cada vez mais gente mostra trabalhos realmente bons, consistentes, divertidos, novos. Apesar de ninguém precisar disso, de não ser viável, de não fazer a mínima diferença.

Mas afinal, faz diferença? Faaaaz, meu amigo. Fico realmente feliz que você tenha vindo até aqui, e chegado até o fim deste texto, sinal que se interessou pelo que faço. São canções, e eu gosto delas. Tenho algumas ainda guardadas, outras saindo, outras joguei no lixo. Meu amigo e produtor Rodrigo Stradiotto me ajuda, quando pode, a alcançar a sonoridade que busco para essas canções,  pelos mesmos motivos que continuo compondo: gostamos disso, desde moleques. Então não faça cerimônia, sinta-se em casa, divirta-se, ouça, baixe. E volte de vez em quando, vai ter sempre alguma coisinha nova por aqui.

Caio

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Meus amigos na calada

Posted by on Dec 14, 2011 in Posts Antigos | 0 comments


Faz vinte anos que a gente fala do Caio Marques. É comum ouvir por aí que o cara toca muito violão, e que nunca aprendeu a compor: nasceu sabendo. Dizem que esbanja melodias, a ponto de esnobá-las. Tudo verdade. Que economiza no grude e no açúcar, sem deixar de ser pop. Sim, dou fé: é música da melhor qualidade — e assobiável. Mas o Caio não é mudo nem bobo, também sabe o que cantar entre dois refrões. O que dizer das letras dele? Simples: eu digo que elas são — e roubo aqui a ótima definição de Antonio Candido para a crônica — uma “conversa aparentemente fiada”. Aliás, sempre fui fã da naturalidade do Caio, como cantor e letrista. Com ele, é sentar e ouvir história. Se bem que sentar nem é grande vantagem. Há algum bailarino entre os leitores? Pois saiba que a praia do Caio é exatamente a tua: ele faz música pra dançar.

Bem, elogiei um amigo, é verdade, e aceitarei sem choro a acusação de amizade dolosa — o mais doce dos crimes. Não ligo, e até aponto, contra mim, dois agravantes. Primeiro: faz vinte anos que somos parceiros musicais, o Caio e eu, e já dividimos palco e microfone, caneta e papel, algumas centenas de vezes. Segundo: o produtor deste novo EP do Caio, Calada, também é meu chegado. Trago o Rodrigo Stradiotto no peito desde, sei lá, o queimar das luzes da década de 80. Minha defesa, porém, não virá de mim: se fará ouvir na música inventada por essa afiada dupla de artistas.

Fato é que há meses venho acompanhando a produção de Calada e, a cada nova faixa que recebia, eu dava uma ou duas voltas a mais no parafuso já oxidado das minhas convicções: a coisa era séria, a coisa era séria. Nesses vinte e poucos anos de carreira — passados em bandas como Frutos Madurinhos do Amor, Gente Boa da Melhor Qualidade, Bad Folks —, o Caio cresceu muito, e cresceu à sombra, na calada, em Curitiba — a propósito, ouçam “Nada demais” e vejam o que isso significa. Cresceu e amadureceu como compositor, como criador de metáforas e imagens fortes e bonitas — algo bastante perceptível na bela canção “Restinga” —, sem abrir mão da ironia de sempre — prova disso é “o videoclipe dos Titãs” usado para corroborar certa “política antinostalgia” do nosso cantor, em “Tédio”.

Não, o Caio não é mesmo um saudosista, nem um mero cultor da novidade-a-qualquer-preço. Ele é bom de equilíbrio. Alia o seu gosto por Prince e pelo hip-hop tradicional de Public Enemy e Grandmaster Flash ao interesse renovado pelo R&B e pelo folk contemporâneos e à black music feita por sujeitos como Kanye West, Big Boi Patton, Andre 3000. Eu, no entanto, afirmo (mesmo correndo o risco de errar): ainda se pode perceber, no trabalho do Caio, a influência de velhos sambistas cariocas e de gente como Chico, Caetano e Arto Lindsay, músicos que ele seguia muito de perto na adolescência. Apurando bem o ouvido, sou até capaz de jurar que detectei, neste EP, um ou outro eco de Moraes Moreira e dos Novos Baianos. Procurem direito, eles estão por ali.

Do Rodrigo, falarei menos, mas tão bem quanto: compositor e guitarrista, membro fundador do Woyzeck, ex-Excelsior, ex-produtor do Copacabana Club, meu associado no blog de literatura e música Eletroficção desempenhou um papel fundamental em Calada. Em seu estúdio caseiro no Água Verde, editou, de acorde em acorde, os takes das bases de violão pré-gravadas pelo Caio. Suprimiu sobras, decretou silêncios, sobrepôs dissonâncias, saltou madrugadas. Criou superloops que, preservando a riqueza harmônica do original, ganharam em peso e em pausas. A partir disso, programou os beats e elaborou os arranjos. Deu no que deu, classe A, confiram.

Passei do ponto, eu sei; este texto nem era para ser explicativo. Não é crítica, é panegírico no duro. Dia desses, li um posfácio do Valêncio Xavier para uma antologia de contistas. Começava assim: “Eu não acho nada”. Pois é, ele não achava nada, e eu achei isso excelente. Cabe aqui: um texto não pode dar conta de uma música; um texto não pode convencer ninguém a gostar de uma canção pop. E nunca foi essa a minha intenção. Ao escrever este texto, eu só queria dizer que gosto muito do Calada. Que o Caio e o Rodrigo são meus amigos. E que me orgulho muito deles. Quem estiver comigo assine embaixo.

Luis Henrique Pellanda

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Novo Single: Agenda

Posted by on May 24, 2011 in Posts Antigos | 1 comment

Agenda by Caio Marques

Duas Garotas by Caio Marques

O compositor Caio Marques colocou a disposição as duas músicas que fazem parte de seu novo single: Agenda.

As faixas Agenda e Duas garotas são uma continuação do trabalho de Caio Marques, marcado pela mistura de ritmos e da harmonia tradicionais da música brasileira com elementos do Rap, Rn’B e eletrônico. A novidade é uma produção mais cuidadosa, a cargo de Rodrigo Stradiotto. O produtor, ex-integrante das bandas Woyzeck e Excelsior, também responsável pela gravação do single Just do it da banda curitibana Copacabana Club.

Neste trabalho, Caio Marques aproxima elementos de suas influências e composições anteriores para criar um canal que permita que novas tecnologias e linguagens auxiliem na evolução de sua música. Ecletismo sempre presente na carreira do músico, integrante da banda de folk-rock Bad Folks, com dois discos lançados. Também é vocalista do conjunto Gente Boa da Melhor Qualidade, que desde o fim do século passado interpreta sambas antigos na noite curitibana. A parceria entre Caio Marques e Stradiotto consolidou-se no inicio de 2011, para coroar uma amizade de longa data. Em seus trabalhos anteriores, O LP Caio Marques (2006) e o EP Cidade Vazia (2009), Caio realizou em Home-Studio todas as etapas do processo, da composição à duplicação dos CDRs distribuídos de maneira independente. O compositor já havia realizado a pré-produção de um álbum de inéditas quando decidiu pedir “a litlle help” ao amigo nas etapas de mixagem e masterização. “Quando se trabalha sozinho, chega um momento em que você perde um pouco a noção do que esta sobrando e o que está faltando num arranjo, um olhar de fora ajuda muito nesse processo” explica. Acontece que Rodrigo foi muito além. Na primeira faixa do single, Agenda, o produtor criou beats, teclados, guitarras e reconstruiu o arranjo. “E o que mais surpreendeu foi que o resultado se aproxima mais do que eu havia imaginado quando compus a música do que o arranjo que eu havia concebido inicialmente”, conclui Caio. O B-Side Duas Garotas foi trabalhado seguindo o mesmo processo por ambos, através trocas de email, uploads e downloads de versões provisórias. A faixa conta com a participação especial do baixista Denis Nunes, um dos músicos mais ativos da cidade, atuando no sexteto Wandula, MUV, Woyzeck, além de dividir o palco com Caio no Bad Folks.

As duas novas faixas podem ser ouvidas e baixadas diretamente no link ao lado, além dos sites Myspace, Trama Virtual, Soundcloud e Bandcamp. Ainda sem previsão para o lançamento físico do disco, a parceria entre Caio e Rodrigo deve continuar. Novas faixas serão liberadas na medida em que os trabalhos forem concluídos

Sandro Moser

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Cidade Vazia

Posted by on May 20, 2011 in EPs | 0 comments

Cidade Vazia – 2009 by Caio Marques

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Novo show solo no James.

Posted by on May 2, 2011 in Posts Antigos | 0 comments

cartazthon

Na próxima quinta feira, dia 05/05, retorno depois de dois anos ao palco do James Bar. A última vez foi no lançamento do EP Cidade Vazia, acompanhado dos grandes amigos e parceiros DJ Felipe Akel e Rafael Martins. Dessa vez vou arriscar um novo formato que venho preparando há algum tempo: Toco sozinho, acompanhado apenas pelos arranjos eletrônicos que faço no laptop. Meu trabalho solo sempre foi desenvolvido dessa maneira, é desse jeito que organizo as idéias para cada canção. E é isso que eu pretendo mostrar nesse show. As inéditas Tédio e Restinga farão parte do repertório, que inclui também Desista, Cidade Vazia e Finja que eu não existo, essa última recém lançada na coleção Curitiba Sônica

Além do show haverá a aguardadíssima abertura da exposição Le Planète Sauvage de Thon Plantes.

A Discotecagem fica por conta de Ju Girardi e Claudio Yuge
$10
05.05
Quinta-feira as 22h

1/2 na lista@barjames.com.br até 18h do dia

VÁ DE BIKE E PAGUE MEIA!
DOUBLE DRINK destilados nacionais – all night long
http://www.barjames.com.br/

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Lançamento da Caixa Curitiba Sônica

Posted by on Apr 29, 2011 in Posts Antigos | 0 comments

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Acontece na próxima sexta-feira, dia 29, no Wonka Bar o lançamento da coleção de CDs do Curitiba Sônica. A festa terá a discotecagem das bandas que integraram o projeto aprovado no Edital Bandas de Garagem em 2009 da Fundação Cultural de Curitiba. A coleção é composta de 12 CDs e um DVD com o registro dos shows gravados no Teatro Universitário de Curitiba (TUC) de agosto de 2009 a abril de 2010.

Além da discotecagem de Alameda, Caio Marques, Subburbia, Rockjenny, Rosie and Me, Easy Players, Lasttape, Os Penitentes, Folktrio, Liquespace, Tods e Olímpicas Esferas a noite terá a exibição de fotos e do documentário da empreitada.

LANÇAMENTO DA COLEÇÃO DE CDs CURITIBA SÔNICA
Curitiba Sônica é um projeto aprovado no Edital Bandas de Garagem 2009 da Fundação Cultural de Curitiba. A coleção é um registro de 12 shows gravados no Teatro Universitário de Curitiba (TUC) de agosto de 2009 a abril de 2010.

LOCAL: Wonka Bar (http://wonkabar.com.br)
ENDEREÇO: Rua Trajano Reis 326, Centro
DATA: 29 abril 2011
HORÁRIO: 22h
Entrada livre até meia noite
Exibição de documentário e fotos

DISCOTECAGEM DOS INTEGRANTES DAS BANDAS

BANDAS
Caio Marques
Alameda
Subburbia
Rockajenny
Rosie and Me
Easy Players
Lasttape
Penitentes
Folktrio
Liquespace
Tods
Olímpicas Esferas

*Texto da divilgação do projeto CS

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Mixtape TramaVirtual 2009

Posted by on Dec 16, 2009 in Posts Antigos | 0 comments

O maior portal de música independente do país, o site Trama Virtual, acaba de editar a Mixtape 2009. Uma compilação com o que de melhor aconteceu na música independente brasileira no ano. E teve muita coisa boa! Honrosamente a faixa “Enquanto o tempo passa” do EP Cidade Vazia está entre as 16 selecionadas. Confira a mixtape Aqui

trama

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